Thursday, December 28, 2006

A borra da sociedade

Este ano vou ser borra. Ser nata já não tem piada...

Wednesday, December 27, 2006

Pensamento lateral

O que fazem 7 raparigas sentadas à mesa com post-its colados na testa?

O primeiro a acertar ganha uma visita guiada à Cova da Moura... e um porta-chaves dos escuteiros!!! Concorra e seja feliz!

Ensinando o plural

"Um cão, dois...."
"CÃES!"
"Um pão, dois..."
"PÃES!"
"Um feijão, dois..."
"FEIJOADA!"

As crianças são incríveis...

Saturday, December 16, 2006

Quando o azar bate à porta...



... é melhor ficares bem caladinho e fingires que não está ninguém em casa. Assim como se faz quando as testemunhas de Jeová vão lá a casa, ou quando os escuteiros tentam vender pedras com uma coisa qualquer pintada e lhes chamam "pisa-papéis", ou prendem um arame a um pedaço de madeira e dizem que andam a vender "porta-chaves"... Ao contrário do que vejo nos filmes, nunca nenhum escuteiro me tentou vender bolachinhas... É pena, talvez tivessem mais sucesso. Afinal, em Portugal as pessoas estão cada vez mais pobres mas, ao mesmo tempo, mais gordas. Significará isto que andamos a gastar dinheiro a mais em comida?! Eu bem me parecia que era aí que estava o problema!Qual poupar água e luz, vamos mas é deixar de comer que esse é que é o caminho para a riqueza! Basta olhar para a quantidade de esqueletos que se passeiam por Hollywood nos seus vestidos super carérrimos e chiquérrimos! Imaginem se eu estivesse no governo, onde este país não estava já?
Mas falava eu no azar... Quando temos uma gripe, seguida de uma sinusite maxilar, e nos espalhamos no meio do passeio, tudo isto no mesmo dia, repensamos a nossa forma de estar na vida. Passamos a estar sempre caladinhos em casa, atentos ao ruído do elevador, tapadinhos com uma manta de retalhos enquanto bebemos um Bongo. E anos mais tarde pode ser que nos encontrem mortos, depois de um grupo de miúdos ter partido os nossos vidros à pedrada enquanto nos chamava nomes, estatelados no chão, com 50 gatos à nossa volta, submersos em pacotinhos de sumo...

ATENÇÃO: ESTE TEXTO NÃO TEM QUALQUER INTUITO DE MALDIZER O FANTÁSTICO SUMO COM SABOR DA SELVA. BONGO NÃO EQUIVALE A MORTE COM GATOS. QUEM PREFERIR PODERÁ SUBSTITUIR BONGO POR TRINARANJUS OU FANTA. Obrigada.

PENSA!

1000000000 pessoas no mundo vivem com menos de um dólar por dia
2700000000 pessoas lutam para sobreviver com menos de dois dólares por dia
114000000 crianças não recebem instrução sequer ao nível básico
584000000 mulheres são analfabetas
6000000 crianças morrem por ano de má nutrição antes de fazer cinco anos de idade
800000000 pessoas deitam-se todas as noites com fome (300000000 são crianças)
2600000000 pessoas carecem de saneamento básico
O activo dos três homens mais ricos do mundo juntos excede o produto nacional bruto (PNB) dos 48 países mais pobres do mundo no seu conjunto
Em 1998, por cada dólar que o mundo em desenvolvimento recebeu de subsídios gastou 13 no pagamento da sua dívida.

Ainda achas que a tua vida é má? PENSA!!

Thursday, December 14, 2006

Embrulhar ou A fantástica arte de rodear de papel brilhante e laçarotes coloridos um objecto, dando-lhe um aspecto apetecível

Depois de uma prolongada ausência, motivada pelos deliciosos textinhos que tenho tido a oportunidade de ler, com nomes tão sugestivos quanto "The question concerning technology" ou ainda o brilhante "Preface and Introduction to Gramophone, Typewriter, Film", consigo regressar. Pérolas, é o que vos digo! De trazer lágrimas ao olho mais insensível, garanto! E isto não é apenas o resultado do delírio a que estou sujeita devido à gripe que me assola.
Forçada a deslocar-me até ao supermercado, de manhã, para poder comprar os mais elementares produtos de sobrevivência (tais como espuma para o cabelo e um rímel novo), fiquei surpreendida com a eficácia das meninas dos embrulhos! Aquilo pareceu-me arte na sua forma mais pura! Esticavam o papel, dobravam, rasgavam, colavam, isto tudo a uma velocidade estonteante e, ATENÇÃO, sempre a conversarem umas com as outras! "BRAVOO!", gritou a vozinha que habita dentro de mim (esquizofrenia? hummm... "procurar na net os sintomas de esquizofrenia"). A verdade é que adoro aquele ritual da família sentada no chão, papel por todos os lados, laços espalhados pela sala, etiquetas com nomes e beijinhos... Vai daí, decidi-me: para o ano tiro o curso de embrulhadora. Vou praticando cá em casa, embrulhando tudo aquilo que estiver à mão, e, para tornar a coisa mais desafiante, começo a embrulhar cubos e paralelipípedos e acabo em cones, esferas, e formas cujo nome desconheço, com altos e baixos e coisas espetadas para os lados! Vai ser um looooongo ano... ;)

Monday, December 04, 2006

Fluente em português?

A linguagem é algo que me maravilha e supreende, dia após dia. Já repararam como, apesar de falarmos a mesma língua, temos discursos tão diferentes que, por vezes, nem nos entendemos? Reparem:

Nunca vos apareceu ninguém que se refere às coisas pela marca, e não pelo objecto em sim? Por exemplo:

"O meu TISSOT (um relógio)"

"As minhas LEVI'S (umas calças de ganga...)"

"O meu NOKIA 3G TOPO DE GAMA (sim, é um telemóvel...)"
etc, etc...
E nós de enciclopédia na mão, a tentar descobrir o que é um DaVinci, depois de termos cometido o erro grosseiro de comentar "Ah tens um? Mas devem ser caríssimos! Gosto especialmente dos esboços a carvão..." (já agora, é um PDA!) Que ignorância a minha! Quem quer saber do Leonardo?
Mas admitamos, que não são só os ricos que falam de forma estranha, e nem todos falam assim, atenção: aliás, geralmente são os pseudo-ricos quem fala assim: têm uma única coisa de marca e querem deixar isso bem evidente...

A gente comum também utiliza vocabulário por vezes muito estranho: como quando me pediram uma burra e eu disse: "ohpah, só se quiseres que te leve de carro..." (mais uma bela saída). Ou quando me disseram que havia um "baca" no ginásio, e eu comecei a pensar como teriam conseguido que a vaca subisse as escadas... E quando descobri que as "renas" estavam no Deck e fiquei surpreendida com a existência destes bichos em Portugal!

Ou os intelectuais que são tão intelectuais que não conseguem falar sem utilizar expressões como "Vocês são umas conspurcadas!" Resposta: Ai é? Deixa-me só ver aqui no dicionário, que vais ver! Tu és um... um....néscio! (uhhhh!)

E os velhinhos que nos falam como se estivéssemos numa peça de Shakespeare? "Ide até lá, mas voltai antes do sol se pôr! Levai dois contos de reis para comprardes algo para manjar". (........)

E os dreads? "Ya bro esse cap é bué phat! Curtiste aquele spot ontem?" WOW, calma irmãos... YAP-TAP-YO pa vocês também! (e espeto o polegar num gesto muito dread... ou talvez não)

Somos portugueses, mas daí a falarmos a mesma língua....vai um looooongo caminho*


A brincar, a brincar...

É Natal e não faz mal

Chegou Dezembro, as luzes estão colocadas nas ruas, e os carros começam a apertar-se nos estacionamentos dos shoppings. E aí se vê o espírito do Natal: buzinadelas, carros que ocupam dois lugares, condutores com faces vermelhas e olhos quase a saltarem das órbitas. As criancinhas a espernearem no corredor dos brinquedos com o "Silent Night" a tocar, agarradas à última Barbie que só custa 40 euros ( e a Berby dos chineses a 10 euros, mas com cabelo roxo e olhos vermelhos, convence-nos a dar mais 30 euros!...). Os velhotes empurram os carrinhos, ou vão arrastados por eles, a comprar bolo rei e soquetes para os netinhos.
Ai, o Natal... Quando entramos em histeria porque o bolo fica queimado, as batatas desfazem-se na panela, o gato atirou abaixo a árvore de Natal que levou horas a erguer! E as crianças lá fora, a atirarem bolas de lama umas às outras, deitando-se com os seus casacos branquinhos na terra para fazerem anjinhos no chão.... As luzes da árvore fazem curto-circuito, acaba-se a luz, não há elevador, subir 4 andares com as prendas debaixo do braço, chegar e bater à porta desesperado mas ninguém te ouve, atirar os embrulhos para o chão, ouvir o "tim tim tim" de algo que se partiu, chorar de raiva porque era a jarra caríssima para a avó... Até que, no escuro, distingues a figura de um velhinho, vestido de vermelho, de barriga proeminente que te dá uma festinha na cabeça:
"Pai Natal?", perguntas com os olhos brilhantes, a esperança a crescer dentro de ti!
Não, é só o tio Francisco, que tem Alzheimer e se esqueceu de tirar o pijama... Mas de qualquer forma, abrem-te a porta quando o ouvem berrar, cheio de medo porque o abraçaste, e sentes que tudo valeu a pena.
A árvore ardeu devido ao curto-circuito, mas não faz mal. Não há luz, mas não faz mal.
FELIZ NATAL, OHOHOH :o tio Francisco começa a delirar, já não se lembra quem é, grita em cima de uma cadeira, mas não faz mal!
É Natal, e estamos juntos :)

A brincar, a brincar...

Thursday, November 30, 2006

Parabéns princesa





Pudera eu correr de volta o tempo, como um relógio a que se retrocedem os ponteiros, e ia-te buscar. Comíamos o maior crepe com gelado de sempre, cantávamos até ser dia outra vez, pintávamos cada pedra do passeio, víamos loucos cuspirem fogo... Esses loucos de Lisboa que amamos, "que nos fazem duvidar" de tudo, menos de nós.
Não duvides nunca.
Parabéns princesa.

Wednesday, November 29, 2006

É pra levar faz favor





E se os homens se pudessem comprar como o peixe? Era chegar lá, "Bom dia dona Gertrudes, era um homenzinho pa levar, faz favor!". E lá vinha ele, sem escamas nem espinhas, pronto a consumir sem o perigo de ficarmos com uma espinha entalada na garganta. Mas lá diz a Dona Gertrudes: "Ai filha, eu bem o amanho, mas olhe que pode ficar espinha!"
Eu sei, dona Gertrudes, eu sei... Mas não deixa de ser uma bela utopia ;) Até domingo.

A brincar, a brincar...

Monday, November 27, 2006

Gaffes Jornalísticas

Andava eu, ligeira, passeando-me pela interenete quando encontrei esta página genial. Deixo-vos aqui este pequeno tesouro da história do jornalismo português:
(tirado de http://www.anedotas.com.pt/2004/04/gaffes-jornalisticas.html, enviado por Domingos Moreira - sim, que eu não sou de plágios!)

Jornalista da RTP:"É trágico! Está a arder uma vasta área de pinhal de eucaliptos!" (trata-se de uma nova variedade de árvores...)

Jornalista da TVI: "As chamas estavam a arder". (fantástico!!!)

Rodapé do Telejornal da SIC: "O assassino matou 30 mortos." (era para ter a certeza que estavam bem mortos...)

Jornalista da TVI: "Foi assassinado, mas não se sabe se está morto."(nada melhor que pedir ajuda ao assassino que matou os30 mortos!)

Jornalista da TVI: "Estão zero graus negativos." (ok...)

Comentário de uma jornalista sobre o caso Aquaparque: "Os aquaparques têm feito, durante este ano, muitas vítimas, que o digam os dois mortos registados este mês...". (em directo do além...!)

Lídia Moreno - Rádio voz de Arganil: "Quatro hectares de trigo foram queimados... Em princípio trata-se de um incêndio." (em princípio, pois até se pode tratar duma inundação...)

A meio de um relato de futebol: "Chega agora a informação... o jogador que há pouco saiu lesionado, foi vítima de uma fractura craniana no joelho." (mais um caso raro na medicina!!!)

Jornal da Noite, Manuela Moura Guedes: "Um morreu e outro está morto". (sem comentários...)

Ainda me estou a rir!


Ainda.....


Pronto, já chega. (hihihihi)

Bob, o sanguinário - UMA HISTÓRIA VERÍDICA!




Mede cerca de 20 cm, usa capacete de obreiro, e anda com um cinto de ferramentas. Foi visto pela última vez no Pavilhão Atlântico e dá pelo nome de "BOB, o construtor". Na passada sexta-feira, a casa deste maquiavélico boneco de plasticina caiu em cima da cabeça de um pobre trabalhador, levando-o ao hospital em delírio, para ser cosido. Quando lhe perguntaram o que tinha acontecido, o homem só conseguia pronunciar: "BOB..... o construtor.... foi ele.....". Fica o alerta para todos os pais do mundo.
O trabalhador encontra-se quase recuperado, mas garante que nunca conseguirá esquecer o olhar de Bob no momento do acidente (ver foto capturada por um colega do operário na altura). Mais um caso paranormal no aparentemente inocente mundo dos brinquedos...


PS- o trabalhador afectado tem, no entanto, a sorte de namorar com uma rapariga amorosa e muito simpática.

A brincar, a brincar...

Sunday, November 26, 2006

A analogia do WC

Já o velhinho ditado dizia, minhas amigas: "Um homem é como uma casa-de-banho: ou está suja, ou ocupada." Mas de vez em quando ainda se encontram casas de banho limpinhas por aí... ;) Têm é de procurar e não desistir perante as caganitas que vos aparecerem pelo caminho!

A brincar, a brincar...

Wednesday, November 22, 2006

O homem que não queria deixar de ser homem...

Para quem conhece o "Extreme Make Over", o "Dr. Preciso de Ajuda" da TVI só nos ajuda a perceber como somos pobrezinhos. Não só os participantes saem de lá com cara de SERES HUMANOS (inadmissível num programa destes!) como têm um ar de angústia que arrepia. Não sei se o pedacinho que vi pertencia à primeira emissão, mas estava por lá um pobre coitado que metia dó! E ele nem tinha feito uma plástica.
Um homem simples, reservado, irmão de uma das retalhadas e namorado da outra. E a dona Júlia a insistir :
"Mas diga lá oh homem, o que é que acha?"
"Ah, ê acho bein..."
"Vá lá, deixe de ser tão homem! Diga-lhe que está bonita"
"Tá bonita tá, sim sinhora!"
"Diga lá isso com mais convicção oh homem!"
"Tá muito bonita ela, Dona Júlia, de verdade que está! Estou muito contente."
"Carambas homem, deixe lá de ser tão masculino! DIGA-LHE QUE ESTÁ LINDA PORRA!"
"......... está linda está. Mesmo. A sério. E desta vez nã tô a brincar! Nunca falei tã sério na minha vida, PORRAÇA!"
O público, emocionado, bate palmas, enquanto a namorada limpa as lágrimas com o lencinho (cuidadosamente, não vá o olho, fresquinho fresquinho, sair do lugar!).

A brincar, a brincar...


Monday, November 20, 2006

POLUA pela sua rica saúde!

Parece que um grupo de cientistas descobriu que a camada de poluição que envolve a Terra pode ajudar a evitar o sobreaquecimento pelo Sol. Isto são boas notícias. E agora o que é que os ambientalistas vão dizer? Da próxima vez que alguém atirar um pacote de batatas vazio pela janela já não vamos poder buzinar. "Queres morrer tostada, é?" e eu calo-me. Afinal ele até tem a sua razão. É melhor poluir muito para não morrermos queimados. Antes intoxicados, que sempre deve doer menos e pode ser que até desmaiemos antes do momento final.
E agora o que é que vão ensinar às criancinhas na escola? "Meninos, vamos todos poluir a Terra que assim o sol já não nos queima até à morte. Joaninha, onde é que pensas que vais deitar essa pastilha?? No caixote do lixo? Já para o castigo!!"
Mas... não foi a poluição que abriu o buraco na camada de ozono? E não era isso que ia permitir que os raios passassem e, consequentemente, que a Terra sobreaquecesse? Por via das dúvidas, não vá o estudo deles estar errado, o melhor é poluirmos dia sim dia não. Ou ainda acabamos todos a viver em canoas com o degelo dos glaciares, e isso é que não tinha jeito nenhum! Já possuo algumas reservas de atum e feijão em lata e umas quantas madeiritas não vá o diabo tecê-las...
E eu que andava a ensinar à minha filha a importância de cuidar do meio ambiente... Pelos vistos, andava a criar um monstro!...

A brincar, a brincar...

Friday, November 17, 2006

"Como se comportar no transporte público" para iniciantes

Caro iniciante:
Andar de transportes públicos requere, como rapidamente perceberá, uma panóplia de conhecimentos e deveria, até, ser considerado uma arte. É por isso que deve ler este manual atentamente, antes de se aventurar no incrível mundo dos TRANSPORTES PÚBLICOS!

  1. A espera pelo transporte público é, por si só, uma complicada missão. Dependendo do transporte, o iniciante deverá:
  • No autocarro: colocar-se na fila, pois não tem outro remédio. Manter a confortável distância de um braço entre os outros utentes, pois, quando o autocarro chegar, isso evitará que seja esmagado pelos companheiros de trás e que esmague o companheiro da frente. Esta regra também tem especial utilidade no fim da tarde, quando os odores estão mais intensos.
  • No metro e no comboio: pode aguardar sentado, se assim o desejar. No entanto, ao ouvir o transporte aproximar-se, deve correr para a linha de modo a conseguir lugar sentado. Cuidado com os guarda-chuvas espetados por debaixo dos braços: estes indicam os utentes veteranos, que os usam como técnica para afastar as outras pessoas! Não se mostre intimidado e, pegando no seu telemóvel, finja que é um importante advogado prestes a levar a tribunal uma velhinha por agressão com um guarda-chuva (não se esqueça de retirar o som ao seu aparelho telefónico, de modo a não ser descoberto).

2. Já dentro do seu transporte (esperemos que confortavelmente sentado), não se esqueça de ter consigo material para leitura. Além de ser uma boa forma de aproveitar o tempo perdido no caminho, é também a melhor solução para evitar os olhares desconfortáveis que possam recair sobre si. No autocarro e no comboio, poderá usar a técnica "estou a admirar a paisagem e por isso não me apercebo de nada", só que no metro esta técnica é altamente desaconselhável, visto que o metro não tem paisagem para além do túnel escuro, e os vidros reflectem o interior da carruagem, pelo que os olhares continuarão a persegui-lo. Caso não tenha mesmo nada à mão para ler finja que está a mandar mensagens ou leia as regras de utilização do metro, geralmente coladas às paredes.

3. Sair do seu transporte poderá ser complicado, principalmente nas saídas mais populares, a menos que tenha um bom plano de fuga. Sugiro a "mala louca": uma mala a esvoaçar em sua volta, com um ar bastante pesado pode fazer milagres pela sua posição. Mais uma vez, é importante correr, mantendo, no entanto, a calma nas escadas: uma vítima nas escadas do metro pode significar a chamada "queda em dominó" de todos os outros.

Estes são os princípios básicos na utilização dos nossos transportes públicos. Siga-os e notará grandes diferenças. Ou então devolvemos-lhe o tempo que perdeu a ler isto. É uma garantia da Lolly para a POPulação!

A brincar, a brincar...

Sunday, November 12, 2006

Eventualmente, perdeu-se uma Estrela...


Quando era pequenina, queria ser cantora/actriz. Decorávamos as músicas de todos os filmes da Disney, ensaiávamos coreografias, e quem viesse ao Natal, à passagem de ano, ou simplesmente beber um café cá a casa, levava, inevitavelmente, com duas miúdas com as pernas torcidas a abanarem-se no chão enquanto cantavam e se penteavam com garfos (um espectáculo que, acreditem, assustaria o próprio Freud!).
Acho que todas as miúdas têm esse sonho, quando são mais novas, mas eu levava aquilo mesmo a sério. Nunca me vou esquecer (oh vergonha! oh humilhação!) do belo dia em que decidi, em plena aula de solfejo, cantar Madredeus para toda a aula. Eu tinha uns 8 anos, uma excepção numa turma maioritariamente adulta, e, cheia de confiança e orgulho, pus o meu melhor ar de sofrimento e comecei a berrar: "LÁ FORA HÁ UMA VACA EM CHAMAS!" (diria, pela cara deles, que muitos acreditavam, de facto, que havia uma vaca a arder. Nunca tinha visto tanta gente assustada junta!)
Acabasse aí a minha carreira enquanto cantora, e pareceria até engraçado, sem importância nenhuma. Mas não, o meu recente êxito sabia-me ainda a pouco. E por isso, passado pouco tempo, decidi criar as "Estrelas Amarelas", um grupo musical que dançava com saias de papel amarelas e que durou cerca de uma semana. Demos um espectáculo único, na festa da escola (e digo único porque foi mesmo só um...), com uma música da minha autoria que possuía um refrão tão elaborado quanto isto:

"Estrelas amarelas/Tão lindas e tão belas/Olha a saia delas/Estrelas amarelas!"

... Bem, pelo menos rimava!
Quem sabe se hoje não poderia ter uma grande carreira, cheia de CDs com fotos minhas vestida de lycra rosa-choque, com nomes como "Oh Pepe, passa pra cá a gillete!" ou "Eu amava-te mas o meu pai matava-te!"?
Quem sabe? Eventualmente, possivelmente, provavelmente... perdeu-se mesmo uma grande estrela. Daquelas bem amarelas...


A brincar, a brincar...

Friday, November 10, 2006

Mensagens subliminares....

Se vocês soubessem o que andei a fazer ontem à noite... Se vocês imaginassem, sequer, a dimensão da loucura... Se vocês pudessem ter visto tudinho... Então, já estão suficientemente ansiosos?

Ontem, fizémos um image-rally-paper. "Um image-rally-paper? O que é isso?", perguntais. Ao que eu respondo: em vez de pistas escritas, espalhámos fotografias referentes aos sítios onde a nossa amiga, aniversariante, se tinha de deslocar, de modo a, no fim, encontrar a sua prenda: uma caixinha cheia de confetis, linhas de novelo coloridas, chocolates, pastilhas, gomas, etc... É que o dinheiro anda escasso e portanto até os confetis eram artesanais (pus-me a furar folhas coloridas com o furador! Oh pobreza ao que me levas! Com esta idade a fazer trabalhos manuais!).
Começámos logo de tarde a colar as fotografias pela bela Oeiras. As pessoas olhavam para nós com um ar de "Drogadas, devem estar para ali a fazer tráfico!", mas nós lá íamos sorrindo, aos pulinhos, com a fita-cola numa mão e as fotos na outra.
Mas, não vos esqueceis, estamos em PORTUGAL. Em Portugal, qual é a Dona Maria que não vai lá, logo a correr, ver o que as deliquentes andaram a colar pelos canteiros? Tudo bem, provavelmente eu também ia ver. Mas quando as pessoas decidem tirar as fotografias porque acham que se tratam de mensagens subliminares... aí não dá para acreditar!
Chegámos ao local X, do outro lado da rua do café XX e eis que a nossa pista tinha sido removida. Chocada, perguntei a um amigo meu que por ali passava se sabia de alguma coisa: "Ah, foi o dono do café que tirou"... Ah, então está bem. Visto que ele não é funcionário da câmara, que a fotografia nem se encontrava na mesma rua que o café dele, muito menos no seu estabelecimento, o que é que lhe terá passado pela cabeça? Ele explicou-se: pensava que era algum tipo de mensagem.... Uma ameaça, um aviso, bruxaria até! Só para vos esclarecer: era uma foto duma fonte luminosa.
Estaria ele a pensar que a ameaça era:
A- Vais morrer afogado porque o croquete ontem não foi dos melhores?
ou
B- Vou inundar o teu estabelecimento porque não vendes moelinha estufada?
ou
C- Vou chamar o Isaltino e ele vai destruir o teu café para construir outra fonte luminosa?

Quem pensa assim é porque tem a consciência pesada. Ah pois é...

A brincar, a brincar...

Thursday, November 09, 2006

Da Lolly para a POP


100 visitas ao meu blog! Que coisa boa... :) Um lollypop para a POPulação que ainda atura os devaneios da Lolly (que ainda por cima se refere a si na terceira pessoa, demonstrando uma grave falha na construção da sua personalidade...)!

Wednesday, November 08, 2006

Cinemar ou não cinemar

Confesso que, ultimamente, não tenho ido ao cinema. Adoro filmes, adoro o escurinho misterioso da sala de cinema antes do filme começar, as pipocas de um lado e a garrafinha de água do outro, o rugido das colunas mesmo por cima de mim. Mas, por outro lado, há coisas no cinema que, cada vez mais, me levam a escolher os DVDs em casa. O preço exorbitante do bilhete é a razão principal. Pagamos quase 5 euros para ir ver um filme, contando com o desconto dado pelo cartão de estudante. Mas continuemos, não quero que pensem que se trata só de ser forreta... De certeza que já foram ao cinema e, sorte das sortes, calhou-vos ficar mesmo à frente de um grupo de potenciais comediantes. Riem-se como hienas, mandam bocas uns aos outros, fazem ruídos estranhos nas cenas de suspense... enfim, paga-se o bilhete de cinema e dão-nos, de brinde, o espectáculo de circo! Isto até seria uma boa medida caso eles quisessem dar saltos perigosos lá de cima, da cabine que controla o filme, mas, infelizmente, a coisa não costuma passar da palhaçada.
Sr Cardinali, se procura novos talentos, vá ao cinema. A sessão da meia-noite, então, costuma estar recheada deles!
Para os fumadores, ir ao cinema também tem o inconveniente de não se poder fumar aquele cigarro durante o filme. "Aquele" cigarro, sabem? Todos os fumadores sabem a que me refiro. Mas é verdade que, caso o cinema adoptasse o fumo livre durante os filmes, provavelmente, quando a sessão acabasse e se acendessem as luzes, iam-nos encontrar roxos, esticados no chão, derrubados pelas cadeiras que se conseguem dobrar sozinhas ("Cadeiras do demónio!!", diria a minha bisavó!).
Eu ainda arrisco, de quando em quando. Principalmente quando é alguém conhecido que está à porta e me poupa os 5 euros. Principalmente nos filmes de acção ou com efeitos especiais, em que o ecrã da TV não tem a mínima hipótese contra o gigantesco ecrã do cinema. Principalmente quando a banda sonora é tão boa que temos de ouvi-la numa sala com condições. Principalmente quando estou farta de estar em casa e quero desanuviar.
Vou cinemando, amando cinema, um pouco mais leve nos bolsos quando saio, mas com um gostinho que nenhum sistema de home cinema me consegue deixar.

PS- Lembram-se de bater palmas quando o filme acabava? Nessa altura, sim, cinema era espectáculo... O que aconteceu a isso? Voto em batermos palmas da próxima vez que formos ver um filme. O pior que nos pode acontecer é recebermos uma chamada do Sr Cardinali...



A brincar, a brincar...