Sunday, March 28, 2010
Hora pelo Planeta
Durante uma hora cozinhei (a gás) à luz das velas, brindei com poncha no escuro e consegui não matar nenhuma das minhas amigas acidentalmente com os talheres. Estou pronta para ir viver na selva - ou pelo menos para sobreviver caso não tenha dinheiro para a conta da electricidade!
Insanity Alert! (memorabilia II)
Fui abandonada ontem, pelas 9h00, hora local, pela minha família mais próxima. Para trás, só eu, o gato e a minha irmã. São cinco dias sem a piquena - o que, em anos de mãe, equivale mais ou menos a um ano. Fiquei tão desorientada que só me lembrei de ir arrumar os armários da casa-de-banho! (Eu!!) E depois de hora e meia a verificar vernizes, ordenar frasquinhos de perfume, seleccionar pulseiras e reunir maquilhagem, a minha irmã entrou na casa de banho e gritou: "Mas o que é isto? Está horrível!"
Pronto, não fui criada para a arrumação. Não está no meu ser. É melhor ficar pelo sofá...
Pronto, não fui criada para a arrumação. Não está no meu ser. É melhor ficar pelo sofá...
Sunday, March 21, 2010
Memorabilia
Sim, eu assumo: eu sou uma confusão. Não é só o meu quarto, o meu carro ou a minha secretária em qualquer redacção onde eu finque o pézinho durante mais de uma semana. Não, não há nenhuma conspiração internacional de vilões que, durante a noite, remexem nas minhas coisas instaurando o caos - admitamos, finalmente.
Os nativos de gémeos, dizem, são meio confusos por natureza. Eu, filha de um gémeo e mãe de uma gémea, sou totalmente confusa por natureza. Não é só desorganizada, que eu até consigo encontrar um fiozinho de arrumação (pronto, raramente) no meio do meu caos. A minha cabeça parece sempre uma casa depois de uma festa: copos espalhados por todo o lado, cinzeiros aqui e ali, post its esquecidos ao acaso debaixo das almofadas.
A treta do signo já não funciona como desculpa, cá em casa. Ainda tentei convencer toda a gente de que a culpa não era minha, que não posso evitar porque sou uma criança índigo, mas também ninguém levou a coisa muito a sério. E aquilo de que da confusão nasce o génio... esqueçam, também não engana ninguém.
Assim sendo, restou-me assumir o meu problema: eu sou o meu próprio caos. Mas (porque nestas coisas de admitir problemas convém sempre haver um "mas") a culpa não é minha. A culpa é do meu coraçãozinho lamechas que se apega tanto a um cinzeirinho foleiro oferecido por uma velhinha no Alentejo como a um gatinho bebé e orfão.
Olá, eu sou a Laura e sou viciada em memórias.
Pronto, está dito.
É o cinzeiro horroroso dado pela velhinha, é o azulejo piroso oferecido em Santa Luzia, são os copinhos de shot roubados em jantares inesquecíveis no restaurante chinês, o falso vaso egípcio montado e pintado quando tinha 10 anos e sonhava ser a nova Indiana Jones... E o coração lamechas lá vai acumulando o lixo como se fossem tesouros.
Olá, eu sou a Laura e hoje deitei fora quase todo o lixo que ocupava o meu quarto. Pronto, a cómoda do meu quarto - um passinho de cada vez que isto não é assim zás trás e estás curada!
E não é que me sinto muito melhor?
(Não fui capaz de deitar fora o vaso egípcio, mas coloquei-o longe do meu ângulo de visão, em cima do roupeiro. Conta pelo menos meio ponto, não?)
Os nativos de gémeos, dizem, são meio confusos por natureza. Eu, filha de um gémeo e mãe de uma gémea, sou totalmente confusa por natureza. Não é só desorganizada, que eu até consigo encontrar um fiozinho de arrumação (pronto, raramente) no meio do meu caos. A minha cabeça parece sempre uma casa depois de uma festa: copos espalhados por todo o lado, cinzeiros aqui e ali, post its esquecidos ao acaso debaixo das almofadas.
A treta do signo já não funciona como desculpa, cá em casa. Ainda tentei convencer toda a gente de que a culpa não era minha, que não posso evitar porque sou uma criança índigo, mas também ninguém levou a coisa muito a sério. E aquilo de que da confusão nasce o génio... esqueçam, também não engana ninguém.
Assim sendo, restou-me assumir o meu problema: eu sou o meu próprio caos. Mas (porque nestas coisas de admitir problemas convém sempre haver um "mas") a culpa não é minha. A culpa é do meu coraçãozinho lamechas que se apega tanto a um cinzeirinho foleiro oferecido por uma velhinha no Alentejo como a um gatinho bebé e orfão.
Olá, eu sou a Laura e sou viciada em memórias.
Pronto, está dito.
É o cinzeiro horroroso dado pela velhinha, é o azulejo piroso oferecido em Santa Luzia, são os copinhos de shot roubados em jantares inesquecíveis no restaurante chinês, o falso vaso egípcio montado e pintado quando tinha 10 anos e sonhava ser a nova Indiana Jones... E o coração lamechas lá vai acumulando o lixo como se fossem tesouros.
Olá, eu sou a Laura e hoje deitei fora quase todo o lixo que ocupava o meu quarto. Pronto, a cómoda do meu quarto - um passinho de cada vez que isto não é assim zás trás e estás curada!
E não é que me sinto muito melhor?
(Não fui capaz de deitar fora o vaso egípcio, mas coloquei-o longe do meu ângulo de visão, em cima do roupeiro. Conta pelo menos meio ponto, não?)
Saturday, March 20, 2010
Grandes frases ou Thank God for LOL parte 2
"Se toda a vez que eu fechar os olhos ganhar um beijo teu fecharei os olhos internamente"*
... e como é que ela faz isto? Com aquela técnica de dormir com os olhos abertos que eu ainda não consegui descobrir? Será uma coisa mística relacionada com o terceiro olho? Não sei, mas parece-me que esta rapariga fez a descoberta científica do ano. Se calhar era caso de chamar os senhores que atribuem o prémio Nobel...
* frase real, escrita por uma pessoa real, no seu nick do msn
... e como é que ela faz isto? Com aquela técnica de dormir com os olhos abertos que eu ainda não consegui descobrir? Será uma coisa mística relacionada com o terceiro olho? Não sei, mas parece-me que esta rapariga fez a descoberta científica do ano. Se calhar era caso de chamar os senhores que atribuem o prémio Nobel...
* frase real, escrita por uma pessoa real, no seu nick do msn
Friday, March 19, 2010
Amores adolescentes
Dizem que não há amor como o primeiro. E, se calhar, porque ele é o último. O único em que acreditas com todos os centímetros da tua pele, o único em que tens um coração novinho em folha, polido e brilhante como um carrinho de brincar acabado de comprar, o único em que dizer "amo-te" não vem acompanhado de suores frios e equações matemáticas acerca da probabilidade de nos virmos a arrepender amargamente de termos aberto a boca.
Grandes debates precederam este post. Do que é o amor, do que é a paixão e se um pode existir sem o outro. E ele dizia que o amor se existe então é para sempre. Tem de ser para sempre. E eu dizia que não, que para ser real não tem de ser eterno. E ela exaltava a paixão, o formigueiro na barriga, o sorrisinho parvo, o telemóvel virado para baixo como se isso fizesse chegar as mensagens e os telefonemas.
E então, a conduzir para o trabalho, a pentear o cabelo, na hora do almoço - quando foi? - eu pensei: "Se calhar, só os amores adolescentes são verdadeiros". Sim, os ingénuos, os inexperientes, os descarados. Aqueles em que sabemos que vamos ficar juntos para sempre. Aqueles em que deixamos que ouçam todas as palavras que nos chegam aos lábios. Aqueles que, quando acabaram, nos fizeram chorar durante dias, semanas a fio, achando que o mundo ia desabar e levar-nos com ele - e quase queríamos que isso acontecesse porque a vida já não fazia sentido.
Depois do primeiro amor já não estamos novinhos em folha, é um facto. Mas o coração continua no mesmo lugar de sempre.
E só nos resta mesmo aprender a amar, até porque não temos grande escolha - seja para sempre ou não.
"The greatest thing you'll ever learn is to love and be loved in return"
Grandes debates precederam este post. Do que é o amor, do que é a paixão e se um pode existir sem o outro. E ele dizia que o amor se existe então é para sempre. Tem de ser para sempre. E eu dizia que não, que para ser real não tem de ser eterno. E ela exaltava a paixão, o formigueiro na barriga, o sorrisinho parvo, o telemóvel virado para baixo como se isso fizesse chegar as mensagens e os telefonemas.
E então, a conduzir para o trabalho, a pentear o cabelo, na hora do almoço - quando foi? - eu pensei: "Se calhar, só os amores adolescentes são verdadeiros". Sim, os ingénuos, os inexperientes, os descarados. Aqueles em que sabemos que vamos ficar juntos para sempre. Aqueles em que deixamos que ouçam todas as palavras que nos chegam aos lábios. Aqueles que, quando acabaram, nos fizeram chorar durante dias, semanas a fio, achando que o mundo ia desabar e levar-nos com ele - e quase queríamos que isso acontecesse porque a vida já não fazia sentido.
Depois do primeiro amor já não estamos novinhos em folha, é um facto. Mas o coração continua no mesmo lugar de sempre.
E só nos resta mesmo aprender a amar, até porque não temos grande escolha - seja para sempre ou não.
"The greatest thing you'll ever learn is to love and be loved in return"
Thank God for LOL
Se há "palavra" útil, ainda que ausente do dicionário - pelo menos por enquanto - é o LOL. Porque serve sempre, qualquer que seja a situação. Serve para quando estamos completamente ausentes de uma conversa ("hmmm... ah, lol!") e para quando não percebemos bem o assunto ("os protões? lol!").
Serve para dizer aceitar um convite ("lol", i.e.: estava a ver que nunca mais perguntavas!) e para fugir a sete pés ("lol", i.e.:deves estar louco para pensar que vou a algum lado contigo!).
Serve para concordar ("lol", i.e: pois, tens razão, é óbvio, nem vale a pena acrescentar mais nada à tua brilhante observação para além de uma sonora gargalhada de concordância) e para discordar ("lol", i.e: és tão parvo, mas tão parvo, que, quando ouço essa tua observação ridícula só me consigo rir de ti).
Basicamente, o LOL veio facilitar-nos a vida como nenhuma outra "palavra" antes. Porque nos permite dizer exactamente o que pensamos e deixar aos outros a tarefa de nos compreenderem - ou não. E de nunca mais nos falarem - ou não.
Seja como for, Thank God for LOL.
E aposto que, se Ele existe, também está lá em cima a dizer lol...
Serve para dizer aceitar um convite ("lol", i.e.: estava a ver que nunca mais perguntavas!) e para fugir a sete pés ("lol", i.e.:deves estar louco para pensar que vou a algum lado contigo!).
Serve para concordar ("lol", i.e: pois, tens razão, é óbvio, nem vale a pena acrescentar mais nada à tua brilhante observação para além de uma sonora gargalhada de concordância) e para discordar ("lol", i.e: és tão parvo, mas tão parvo, que, quando ouço essa tua observação ridícula só me consigo rir de ti).
Basicamente, o LOL veio facilitar-nos a vida como nenhuma outra "palavra" antes. Porque nos permite dizer exactamente o que pensamos e deixar aos outros a tarefa de nos compreenderem - ou não. E de nunca mais nos falarem - ou não.
Seja como for, Thank God for LOL.
E aposto que, se Ele existe, também está lá em cima a dizer lol...
Wednesday, March 17, 2010
By the Sea
MRS. LOVETT:
(she kisses Todd)
Ooh, Mr. Todd! (kiss)
I'm so happy! (kiss)
I could (kiss)
Eat you up, I really could!
You know what I'd like to do, Mr. Todd? (kiss)
What I dream (kiss)
If the business stays as good?
Where I'd really like to go,
In a year or so?
Don't you want to know?
TODD: (spoken) Of course.
LOVETT: Do you really want to know?
TODD: (spoken) Yes, I do.
LOVETT: By the sea, Mr. Todd, that's the life I covet,
By the sea, Mr. Todd, ooh, I know you'd love it!
You and me, Mr. T, we could be alone
In a house wot we'd almost own,
Down by the sea!
TODD: Anything you say...
LOVETT: Wouldn't that be smashing?
LOVETT:
Think how snug it'll be underneath our flannel
When it's just you and me and the English Channel!
In our cozy retreat kept all neat and tidy,
We'll have chums over ev'ry Friday!
By the sea!
Don'tcha love the weather?
By the sea!
We'll grow old together!
By the seaside,
Hoo, hoo!
By the beautiful sea!
It'll be so quiet,
That who'll come by it,
Except a seagull
Hoo, hoo!
We shouldn't try it,
Though, 'til it's legal for two-hoo!
But a seaside wedding could be devised,
Me rumpled bedding legitimized!
Me eyelids'll flutter,
I'll turn into butter,
The moment I mutter I do-hoo!
Down by the sea
Married nice and proper!
By the sea,
Bring along your chopper!
To the seaside,
Hoo, hoo!
By the beautiful sea!
Tuesday, March 16, 2010
Friday, March 05, 2010
2 anos
Ontem não me lembrei. Às vezes esqueço-me que morreste, é verdade. Da mesma forma que há dias em que, de repente, a conduzir para casa, a arrumar a roupa amontoada sobre a cama, me lembro de ti. Penso no que serias agora. Imagino o que farias. Tento descobrir como seria se nos encontrássemos agora, assim por acaso - "olha, também estás aqui?". Sei que me ias chamar Laurinda, eu ia revirar os olhos, provavelmente bater-te ao de leve, dizer "então kókó, já estás a abusar...", rir-me.
Nunca mais me vais chamar Laurinda, e eu nunca mais te vou revirar os olhos. Nunca mais nos vamos encontrar às escondidas, atrás do pavilhão, para um cigarro. Não te vou mostrar fotos da minha filha, mas se calhar, onde quer que estejas, consegues ver-nos. Espero que sim, espero mesmo que sim.
Tenho saudades tuas, Moko. Tantas que sinto a garganta apertada. Tantas que quase acredito que, de repente, vais aparecer por aí a rir e provar-nos que estas coisas não nos acontecem.
Queria tanto que estivesses aqui.
Nunca mais me vais chamar Laurinda, e eu nunca mais te vou revirar os olhos. Nunca mais nos vamos encontrar às escondidas, atrás do pavilhão, para um cigarro. Não te vou mostrar fotos da minha filha, mas se calhar, onde quer que estejas, consegues ver-nos. Espero que sim, espero mesmo que sim.
Tenho saudades tuas, Moko. Tantas que sinto a garganta apertada. Tantas que quase acredito que, de repente, vais aparecer por aí a rir e provar-nos que estas coisas não nos acontecem.
Queria tanto que estivesses aqui.
Tuesday, March 02, 2010
Me&FB
O Facebook veio mudar o mundo, já toda a gente sabe. Prova disso, é o número de facebookers, o despedimento "facebookis causis" (n sei, pareceu-me bem), ou a quantidade astronómica de recadinhos que o facebook me vai enviando ao longo do dia com as milhentas actualizações dos meus amigos. Que, neste caso, são mesmo amigos, ou pelo menos conhecidos - sou da velha guarda, nada de aceitar convites de estranhos!
E se por vezes é o companheiro ideal nas loongas horas de monotonia laboral, outras é simplesmente assustador. Como quando descobrimos os nossos amiguinhos do tempo de escola transformados em homens que nos fariam atravessar a rua e marcar o 112 discretamente no telemóvel em caso de ataque súbito. Sim, foi assustador encontrar o pequeno X, que na escolinha fez o papel de príncipe encantado que me acordava com um beijinho na testa (nada de sem vergonhices!) na peça da Branca de Neve, parecido com um toxicodependente do ido Casal Ventoso.
Como postava ainda há pouco um amigo do facebook: "What happens in Vegas... stays on Facebook, Twitter and Youtube". É preciso dizer mais?
E se por vezes é o companheiro ideal nas loongas horas de monotonia laboral, outras é simplesmente assustador. Como quando descobrimos os nossos amiguinhos do tempo de escola transformados em homens que nos fariam atravessar a rua e marcar o 112 discretamente no telemóvel em caso de ataque súbito. Sim, foi assustador encontrar o pequeno X, que na escolinha fez o papel de príncipe encantado que me acordava com um beijinho na testa (nada de sem vergonhices!) na peça da Branca de Neve, parecido com um toxicodependente do ido Casal Ventoso.
Como postava ainda há pouco um amigo do facebook: "What happens in Vegas... stays on Facebook, Twitter and Youtube". É preciso dizer mais?
Friday, February 26, 2010
Rituais
Rituais.
É aquela coisa de chegar à redacção, limpar os óculos, pôr os óculos com uma mão enquanto ligo o pc com a outra, teclar a password com dois dedos, enquanto procuro o pacote das bolachinhas na mala XXL com outros dois dedos e estalar o pescoço antes de sentar na cadeira que me deixa as pernas a balançar para trás e para frente.
Abrir o mail, abrir o outro mail, abrir o terceiro endereço de email. Ler os mails de uma e de outra e ainda da outra conta por uma ordem que vai dos potencialmente mais interessantes aos óbvia e tragicamente entediantes.
Ler um blog, dois blogs, três blogs. Escrever cem caracteres, duzentos caracteres, trezentos caracteres.
Chegar a casa e devorar o almoço de olhos fixos no último episódio da Betty Feia, das Donas de Casa Desesperadas ou do Serviço de Urgência.
Voltar e tentar encontrar um lugar onde estacionar o bólide, numa distância estratégica da porta da esplanada - calcular ângulos, raios, diâmetros.
Telefones a tocar, gente a gritar, impressoras a cuspir papel. Tardes que passam tão rápidas que nem damos por elas, ou às vezes horas que insistem em demorar-se, inúteis, nos ponteiros virtuais do ecrã.
E, às vezes, não fazer nada disto. Ignorar os emails, não responder a telefonemas, rabiscar caretas no papel em vez de escrever. Também é para isso que existem os rituais.
É aquela coisa de chegar à redacção, limpar os óculos, pôr os óculos com uma mão enquanto ligo o pc com a outra, teclar a password com dois dedos, enquanto procuro o pacote das bolachinhas na mala XXL com outros dois dedos e estalar o pescoço antes de sentar na cadeira que me deixa as pernas a balançar para trás e para frente.
Abrir o mail, abrir o outro mail, abrir o terceiro endereço de email. Ler os mails de uma e de outra e ainda da outra conta por uma ordem que vai dos potencialmente mais interessantes aos óbvia e tragicamente entediantes.
Ler um blog, dois blogs, três blogs. Escrever cem caracteres, duzentos caracteres, trezentos caracteres.
Chegar a casa e devorar o almoço de olhos fixos no último episódio da Betty Feia, das Donas de Casa Desesperadas ou do Serviço de Urgência.
Voltar e tentar encontrar um lugar onde estacionar o bólide, numa distância estratégica da porta da esplanada - calcular ângulos, raios, diâmetros.
Telefones a tocar, gente a gritar, impressoras a cuspir papel. Tardes que passam tão rápidas que nem damos por elas, ou às vezes horas que insistem em demorar-se, inúteis, nos ponteiros virtuais do ecrã.
E, às vezes, não fazer nada disto. Ignorar os emails, não responder a telefonemas, rabiscar caretas no papel em vez de escrever. Também é para isso que existem os rituais.
Friday, February 12, 2010
violência doméstica no holmes place
"Olha para essa barriga: parece que vais dar à luz! E sabes que acabas sempre por gostar..."
Se, no último anúncio do Holmes Place, fosse um homem a dizer isto a uma mulher, e não o contrário, já toda a gente falava de violência psicológica e de certeza que já tinham colocado umas boas dezenas de soutiens a arder à porta dos ginásios.
Mas, assim, confesso que até me dá vontade de arranjar um marido só para o mandar para o Holmes Place: "Barrigudo pah! Não tens vergonha de andar assim na rua? Que é isto? Maminhas? Vai já tratar disto! Ou precisas que te compre uma combinação?"
Ai, que lindo é o amor...
Se, no último anúncio do Holmes Place, fosse um homem a dizer isto a uma mulher, e não o contrário, já toda a gente falava de violência psicológica e de certeza que já tinham colocado umas boas dezenas de soutiens a arder à porta dos ginásios.
Mas, assim, confesso que até me dá vontade de arranjar um marido só para o mandar para o Holmes Place: "Barrigudo pah! Não tens vergonha de andar assim na rua? Que é isto? Maminhas? Vai já tratar disto! Ou precisas que te compre uma combinação?"
Ai, que lindo é o amor...
Filosofias
Parece que o Nietzsche (coitadinho, com este nome imagino a infância terrível que n deve ter tido...) disse: "Sem o caos dentro de si ninguém pode dar à luz uma estrela dançante".
É ÓBVIO que o Sr. N. nunca teve um filho.... Porque quem é que no seu perfeito juízo gostaria de dar à luz uma estrela dançante?? Uma bola em chamas a saltitar de um lado para o outro a sair... pronto, a sair?!
hoje estou de luto pela filosofia
É ÓBVIO que o Sr. N. nunca teve um filho.... Porque quem é que no seu perfeito juízo gostaria de dar à luz uma estrela dançante?? Uma bola em chamas a saltitar de um lado para o outro a sair... pronto, a sair?!
hoje estou de luto pela filosofia
Thursday, February 04, 2010
De todas as vezes que me dizes que sonho demasiado alto
só me fazes querer lutar mais e melhor para ser quem sonho.
Wednesday, February 03, 2010
Lembram-se?
Sebastião: Se você quer a coisa bem feita
tem que fazer pessoalmente.
Primeiro temos que criar o clima.
Percusão,cordas,sopros,palavras.
Aí está ela, aprendendo a namorar
Nada nada vai falar,
Mas embora não a ouça
Dentro de você uma voz vai dizer agora
"Beije a moça"
É verdade, gosta dela como vê
Talvez ela de você
Nem pergunte a ela
Pois não vai falar, só vai demonstrar
Se você a beijar
Sha la la la la la la
Vai não vai, olha o rapaz não vai
Não vai beijar a moça
Sha la la la la la la
Essa não, ele não tenta não
E vai perder a moça
Erick: Eu não me sinto bem
sem saber seu nome
Quem sabe eu adivinho
Será Mildrit.
Já sei que não
Que tal Diana,Raquel?
Sebastião: Ariel, o nome dela é Ariel
Erick: Ariel? Ariel
É um belo nome nome Ariel
Esta é a hora
Flutuando na lagoa
Veja só que hora boa, não perca esta chance
Ela não falou, ela não vai falar
Se você não a beijar
Sha la la la la la la
Vai com fé, que agora vai dar pé
É só você beijar
Sha la la la la la la
Vai em frente, não desaponte a gente
Você tem que beijar
Sha la la la la la la
Pegue a mão, escute essa canção
E beije logo a moça
Sha la la la la la la
Pra ser feliz, faça o que a gente diz
E beije logo a moça
Beija, beija
Beije a moça
Beije a moça
Beije a moça, beije a moça...
(e acaba por não beijar lol)
tem que fazer pessoalmente.
Primeiro temos que criar o clima.
Percusão,cordas,sopros,palavras.
Aí está ela, aprendendo a namorar
Nada nada vai falar,
Mas embora não a ouça
Dentro de você uma voz vai dizer agora
"Beije a moça"
É verdade, gosta dela como vê
Talvez ela de você
Nem pergunte a ela
Pois não vai falar, só vai demonstrar
Se você a beijar
Sha la la la la la la
Vai não vai, olha o rapaz não vai
Não vai beijar a moça
Sha la la la la la la
Essa não, ele não tenta não
E vai perder a moça
Erick: Eu não me sinto bem
sem saber seu nome
Quem sabe eu adivinho
Será Mildrit.
Já sei que não
Que tal Diana,Raquel?
Sebastião: Ariel, o nome dela é Ariel
Erick: Ariel? Ariel
É um belo nome nome Ariel
Esta é a hora
Flutuando na lagoa
Veja só que hora boa, não perca esta chance
Ela não falou, ela não vai falar
Se você não a beijar
Sha la la la la la la
Vai com fé, que agora vai dar pé
É só você beijar
Sha la la la la la la
Vai em frente, não desaponte a gente
Você tem que beijar
Sha la la la la la la
Pegue a mão, escute essa canção
E beije logo a moça
Sha la la la la la la
Pra ser feliz, faça o que a gente diz
E beije logo a moça
Beija, beija
Beije a moça
Beije a moça
Beije a moça, beije a moça...
(e acaba por não beijar lol)
O tamanho conta!
O homem mais alto do mundo (246.5 cm), Sultan Kosen e o homem mais baixo do mundo (74.61 cm), He Pingping encontraram-se. Os dois juntos, na Turquia.
(Sábado)
Mas a Sábado também acrescenta que o sr. He Pingping (será que este é o verdadeiro apelido dele? parece demasiado perfeito para ser real!) enfrenta agora um novo concorrente. Wu Kang, de 22 anos e 68 centímetros, recusou um tratamento hormonal que o poderia fazer crescer mais 12 centímetros... tudo porque quer alcançar o título até agora detido pelo Sr. Pingping.
Anda uma rapariga a fazer malabarismos em cima dos saltos altos para quê?
Para hoje, chuva.
Tenciono lançar um novo programa de meteorologia, baseado no estado do meu cabelo. É certinho que quando invisto meia hora do meu tempo a esticar a juba, chove.
Para amanhã, sol, senhoras e senhores. E muitos caracóis.
Para amanhã, sol, senhoras e senhores. E muitos caracóis.
Tuesday, February 02, 2010
Ainda sobre a colecção de Arik Levy (ver dois posts abaixo)
For example, “Pussy” can open more or less wide and “Dick”’s upper portion can come down. “Ass” can commune with “Pussy”, while “Dick” is on the floor.
.....
lol
.....
lol
Exaplinim, Sr. Richers*
Toda a minha infância foi marcada de frases aparentemente sem sentido. É por isso que apareço nos vídeos caseiros a cantar parvoíces como "Barbie e o seeeeu comedor"(ainda hoje não sei o que a Barbie tinha, mas tenho quase a certeza de que não seria um comedor), ou "Lá fora há uma vaca em chamas" (o que apesar do efeito visual fantástico é, no mínimo, bizarro).
Lembrava-me bem daquela frase que antecedia sempre as grandes séries pós-almoço, como o Kit ou o Esquadrão Classe A. Mas, na minha memória, tudo o que ficara era "Versão brasileira, Exaplinim".
Hoje, graças ao google, ao youtube e aos MMS (pronto, Miguel*, tu também ajudaste um bocadinho), consegui descobrir que Exaplinim era, na verdade, Herbert Richers, o dono de uma empresa de dobragens brasileira que faleceu o ano passado. Dobrou centenas de séries, filmes e novelas e a frase "Versão brasileira, Herbert Richers" é uma das mais conhecidas no Brasil. Para mim, continuará a ser "Versão brasileira Exaplinim", mas foi maravilhoso conseguir voltar a ouvir aquela voz e conhecer a história por detrás dela.
"Vamos kitxi?"
*na ausência de colunas no local de trabalho, vi-me forçada a pedir ao Miguel que me telefonasse, e colocasse o telefone dele junto às colunas do seu pc, para poder ouvir a mítica frase e confirmar que era, mesmo, a minha exaplinim. Ele enviou-me um MMS com som e ficou tudo esclarecido. Salvé oh Mimi!
Lembrava-me bem daquela frase que antecedia sempre as grandes séries pós-almoço, como o Kit ou o Esquadrão Classe A. Mas, na minha memória, tudo o que ficara era "Versão brasileira, Exaplinim".
Hoje, graças ao google, ao youtube e aos MMS (pronto, Miguel*, tu também ajudaste um bocadinho), consegui descobrir que Exaplinim era, na verdade, Herbert Richers, o dono de uma empresa de dobragens brasileira que faleceu o ano passado. Dobrou centenas de séries, filmes e novelas e a frase "Versão brasileira, Herbert Richers" é uma das mais conhecidas no Brasil. Para mim, continuará a ser "Versão brasileira Exaplinim", mas foi maravilhoso conseguir voltar a ouvir aquela voz e conhecer a história por detrás dela.
"Vamos kitxi?"
*na ausência de colunas no local de trabalho, vi-me forçada a pedir ao Miguel que me telefonasse, e colocasse o telefone dele junto às colunas do seu pc, para poder ouvir a mítica frase e confirmar que era, mesmo, a minha exaplinim. Ele enviou-me um MMS com som e ficou tudo esclarecido. Salvé oh Mimi!
Subscribe to:
Posts (Atom)