Sunday, November 20, 2011
E eu gosto de viver aqui
Friday, October 28, 2011
Olhando lá para fora
Thursday, October 27, 2011
Dona Teresa
- Se deixas isso aí saio já de casa!
Se fosse um programa de maus-tratos a velhinhas, ainda vá... Uma reunião do Ku Klux Klan, pronto... Mas, aparentemente, a Casa dos Segredos marca aquele limite da moral, da decência e de mais qualquer coisa, abaixo do qual ele não consegue sobreviver.
Thursday, October 06, 2011
Este país não é para quem tem cartão de cidadão
Se calhar vocês não sabem, mas quando fazemos o Cartão de Cidadão recebemos uma carta em casa com uma data de números – os PINs – que nos permitem ir levantar o respectivo cartão à conservatória. O que eles não nos dizem é que aquilo não é “para guardar”, simplesmente. Não, aquilo tem de ser protegido com a vida, devemos usar o corpo para o proteger de chuva ou balas, se necessário, porque na verdade o que nos deviam dizer é: “Guarde isso no cofre do banco ou está bem fodida”. Pronto, a verdade é esta. É que, Deus vos livre de tal mal, mas se perdem os códigos, não há outra solução senão fazer um cartão novo. Recuperar PINs? Qual quê?! Faz muito mais sentido enviar-nos de novo para as filas, tirar fotos, descalçar, medir, preencher cada numerozinho outra vez. Faz, não faz? Nem por isso, mas é assim que se passa. Outra coisa engraçada é que quando temos Cartão de Cidadão, se quisermos utilizá-lo para alguma operação online não basta inserir o número e os PINs… Não, isso era demasiado simples e simples é coisa que não assiste a este país. Vai daí, toca tudo a comprar uma máquina de leitura do Cartão de Cidadão, que isso é que dá dinheiro – não a nós, claro, mas isso são pormenores que não interessam.
Se eu podia viver sem cartão de cidadão? Podia, e era bem mais feliz!
Tuesday, September 20, 2011
Lá por casa
"Mamã, foste tu que fizeste a cama?! Está tão direitinha!!"
Wednesday, September 14, 2011
Thursday, September 08, 2011
Monday, August 29, 2011
fim-de-semana
Monday, August 22, 2011
Temos uma casa
Sunday, August 14, 2011
Who's your mommy?
Friday, August 12, 2011
Inspecção ao gás OU como eu descobri que estive a um passo do fim
Thursday, August 11, 2011
Bad ideas
Tenho mais de uma centena de livros, à vontadinha. Estranhamente, sempre me pareceram poucos – houve sempre aquela ânsia de conseguir uma biblioteca sobre a cabeceira da cama, prateleiras e mais prateleiras cheias de folhas de papel a cheirar a tinta e a tempo – até hoje. Porque empacotar – que é como quem diz ensacar – uma centena de livros não é fácil. Menos ainda em Agosto, com trinta graus e uma brisa que, pura e simplesmente, não corre. Confesso: alguns daqueles livros poderiam bem ser deixados para trás. Nunca mais vou ler metade deles. Uns, nem me lembrava que os tinha. Outros, deixei-os a meio: nunca acabo os livros de que não gosto, por lição de uma professora de português que me garantiu que, ao fazê-lo, mataria a paixão pela leitura. Há ainda uns quantos que nunca li nem vou ler, é certo. Mas custa-me deixá-los assim, ao abandono, sozinhos nas estantes despidas… Por isso, vou ensacando. Já sei que me vou arrepender quando tiver de arcar com eles ao longo de dois andares sem elevador: parece pouco, mas experimentem fazê-lo com 20kg de livros em cada mão. E isto são só os meus, porque também há os da cria, dezenas deles, que precisam de ser carregados com o mínimo de dignidade e sem dar a entender aos vizinhos que estão a assassinar alguém nos degraus.
São os livros. Falta tudo o resto. Tudo. Tudo. E de cada vez que penso nisso apetece-me comprar uma passagem aérea para uma ilha tropical e esconder-me lá até que alguém se lembre de mim. Alguém como, por exemplo, as companhias do gás, água e luz, que cobram uma fortuna (exceptuando a EDP) para fazer um contrato e inspeccionar as instalações. Arrrrrgh! Afinal, porque é que alguém quer mudar de casa, explicam-me?
Ps- o momento alto do meu dia consistiu em girar a torneira e ver sair água. Pareceu-me algo digno de figurar num almanaque de milagres. Aplaudimos, gritámos, demos pulinhos de alegria. Sim, é neste estado que estamos.
Thursday, July 28, 2011
Dói, dói!

Tuesday, July 05, 2011
ufffff
Eu respiro fundo. Respiroooo. E mudo de página. Posso ser snob das palavras, eu sei, mas rai's parta, mais ninguém se incomoda com isto?!
Thursday, June 30, 2011
As tragédias, quando estampadas nos jornais, revistas e televisões, têm este dom de nos acordar. De repente, com a morte de dois jovens, todos nos apressamos a sentir mais, a viver mais, a sorrir mais. Todos queremos aproveitar mais, não deixar passar um segundo em branco, sugar ao máximo o sumo que a vida nos dá.
O facto, no entanto, é que isto dura pouco. Dura pouco esta ânsia de vida, este correr atrás da felicidade, este viver como se não houvesse amanhã. Aos poucos, volta a rotina, voltam os hábitos, volta o “tem de ser, temos de fazer, é a vida”. Mas é? É isto que deve ser?
Que sociedade é esta em que tantos acordam quando ainda não amanheceu e voltam a casa quando já não há sol, porque há contas para pagar, filhos para alimentar, filhos que pouco vêem, casas de que pouco desfrutam? Que realidade é esta em que uns se passeiam de iate ou de jacto privado enquanto outros, ao mesmo tempo, morrem à fome? Que pessoas somos nós quando deixamos isto acontecer? É como se vivêssemos num delírio colectivo, esquecidos do que é viver. Um mundo em que as pessoas se deixam retalhar – e pagam para isso! – numa mesa de operações, em que a beleza é um sinónimo de sacrifício absoluto, em que aquilo que és capaz de comprar vale mais do que o que és capaz de dizer e sentir – o que é? O que é isto?
Como é que chegámos aqui? Seremos intrinsecamente estúpidos? Ou precisamos, só e tanto, de acordar?
Thursday, May 19, 2011
Home sweet home
Uma pessoa vê 100, 200, 300 apartamentos e só tem vontade de ir cortar os pulsos. Ou de ir roubar um banco.
Ser independente é difícil. Ser independente e ter de assegurar que a nossa filha não vai ser comida por ratazanas mutantes durante a noite é épico. Passados dois dias de muitas fotos e descrições um bocadinho exageradas - "grande vista de mar" significa, geralmente, que se consegue observar meio centímetro de azul se se esticar muito o pescoço - estou de rastos. Todo o entusiasmo de encontrar o futuro lar se esvaiu e ficou apenas aquela frustração horrível de saber que, se quiser mesmo seguir em frente, vou ter de assumir os meus azulejos cor de cócó, o prédio em ruínas a dezenas de quilómetros da civilização e os cogumelos a nascer nas paredes. Posso chamar-lhes "rústicos" ou "tradicionais". E, quanto aos cogumelos.... vá, é como ter uma horta em casa e fome não passamos! (brincadeira... mais ou menos)
Se eu pensar nisto com muiiiita força pode ser que me convença. Daqui a uns dias. Umas semanas, se calhar. Ou uns meses, que eu sou uma pessoa que precisa de algum tempo para mudar de ideias. Mas, nesta altura, só me apetece desligar o computador, deitar a cabeça na almofada e esquecer que me meti nesta história toda...
Tuesday, April 19, 2011
vírgulas
Temos esta ideia romântica, ligeiramente estúpida e um bocado pretensiosa acerca de sermos incompreendidos. Como se fosse condição de algum tipo de espírito mais elevado, o não nos entenderem. Às vezes esquecemo-nos de considerar que, se calhar, só se calhar, estamos mesmo errados. Se calhar, só se calhar, aquilo nem faz sentido nenhum. E que quando não nos compreendem, às vezes, é porque não nos sabemos fazer compreender.
Mas, claro, isto, de romântico, não tem nada.
Só as vírgulas.
Saturday, March 12, 2011
Tira o rabinho do sofá
Wednesday, February 09, 2011
Monday, February 07, 2011
Thursday, February 03, 2011
Para si, X
Exma pessoa que me rogou a praga,
Venho por este meio tranquilizá-la e dizer que tudo parece estar a correr de acordo com o previsto. Primeiro achei que ia ficar paralisada mas, vai-se a ver, e afinal parece que é só uma gripezinha daquelas que atiram uma pessoa para a cama com febres de 39º, tremores inspirados nesse grande êxito que é o Exorcista e dores musculares. Muito eficaz também a coisa da Máxima Interiores. Não basta pôr uma pessoa a contorcer-se: há que garantir que o dano não se soluciona com uns simples comprimidos e, por isso, toca de fechar a revista. É preciso reconhecer que esteve bastante bem: por acaso foi um dos sítios onde mais gostei de trabalhar. Gostei mesmo – das pessoas, da linha editorial, do lugar e da revista, que era, pura e simplesmente, linda. E atribuir à minha filha um trabalho sobre a Islândia no dia em que eu tinha quase 40º de febre foi, muito basicamente, de génio! Não há nada como estarmos prestes a desmaiar enquanto pesquisamos a gastronomia tradicional de um país onde se apreciam iguarias como tubarão podre e salsicha de fígado de ovelha!
Ainda assim, caro/a X, temo que o seu plano esteja condenado a falhar, no fim. Uma das vantagens de sermos jovens é acharmos que temos o futuro inteiro pela frente. Somos estúpidos, sonhadores e esperançosos. Somos ingénuos, sim, e acreditamos que, mais tarde ou mais cedo, tudo vai ficar bem. O trabalho foi feito e apresentado e o Porramatur – o prato tradicional da Islândia, esclareça-se – fez um sucesso tremendo entre as crianças, que gritaram "porra! porra!" a aula inteira. A febre baixou e já me consigo aguentar de pé. Os contactos começaram a aparecer e as oportunidades vão chegando, devagarinho, mas com um brilhozinho de luz no fundo do túnel. Acho que hoje, num acto de profunda loucura, até vou voltar a vestir uma roupa decente e abandonar as sweatshirts XXL com que defini todo o meu guarda-roupa esta semana! Ainda me dão uns tremores, ainda me sinto mais para lá que para cá, mas a vida tem momentos destes. E, espreitando o lado menos negativo, isto teve mais ou menos o efeito de uma dieta caríssima: foram 3 dias quase sem comer, à base de sopas e chás, e de certeza que uns bons 2 ou 3kg já lá vão – adeuzinho, não voltem, não sentiremos a vossa falta. Nem a sua, estimado/a X. Arranje uma vida, plante umas árvores, escreva uns livros e, se não for um acto de profunda crueldade contra a humanidade, tenha um filho. Enfim, seja feliz. Eu, por cá, garanto-lhe que farei o mesmo.
Monday, January 24, 2011
Oh senhores....
procuram-se jornalistas e fotógrafos freelancer com carteira profissional

O 'site' jornalístico Cozido à Portuguesa vai estar no ar a partir de Fevereiro de 2011 e precisa de jornalistas com iniciativa, autonomia profissional e bons contactos, assim como fotojornalistas.
As colaborações não são pagas, pelo menos numa primeira fase.
Em troca dá-se liberdade editorial absoluta e espaço para publicar trabalhos que os média "mainstream" costumam rejeitar.
Empresa: Cozido à Portuguesa
Local: freelance
Tipo: Freelancer;

Local: freelance
Tipo: Freelancer;